GLRP Grande Loja Regular de Portugal – Questões
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Para que ser Maçon?
Para nada se persegues aquilo que está estipulado como “qualidades” para impressionar na sociedade humana, como ter dinheiro, influências, negócios, relações, acesso ao poder, etc…
Mas se quiseres ser honesto contigo próprio, humilde face à tua condição e procurar a Verdade, então, a Maçonaria servir-te-á para o resto da tua vida.
De que serve a Maçonaria no século XXI?
A Maçonaria pretende fomentar uma pacífica revolução no interior do homem. Pretende levá-lo a encontrar o seu equilíbrio, ajudando-o então a melhor servir a humanidade.
O homem deste novo milénio é em tudo igual ao dos séculos passados. Apesar dos avanços tecnológicos, o homem continua prisioneiro dos seus próprios receios, de um mundo agressivo que o rodeia, sem saber para onde vai e porque razão procede desta ou daquela maneira.
O homem é universal e pode libertar-se de correntes que o impedem de alcançar a sua plenitude, de encontrar-se em paz consigo, a sua família, amigos e no ofício que escolheu exercer na sua vida. Desde que se esforce para isso.
A Maçonaria assemelha-se a uma seita?
Não. A Maçonaria é, em tudo, o contrário de uma seita.
Tem regulamentos públicos e um funcionamento límpido e aberto, com orgãos sujeitos a regras democráticas, aos quais todos se podem candidatar e eleger. O princípio de rotatividade em cargos de responsabilidade é uma das suas regras fundamentais.
A liberdade absoluta de consciência individual, as opções políticas, religiosas, profissionais de cada um são algo que em nada influem na vida maçónica.
A família e o nível económico dos seus membros, em nada pode ser tocado.
Toda a opinião e o respeito pelo próximo são sagrados entre nós. Nós não temos chefes ou pessoas iluminadas que devemos seguir. Somos todos iguais perante Deus e o nosso semelhante.
A Maçonaria e a Igreja são inimigas?
De forma nenhuma. De facto na maioria dos países, os líderes religiosos mantêm boas relações com as estruturas maçónicas. Criou-se uma névoa sobre a Maçonaria nos países sob influência católica, que lentamente se vem levantando, clarificando aquilo que somos.
Aliás, existem duas correntes na maçonaria: uma considerada regular e outra dita irregular. A primeira, à qual pertencemos, acredita em Deus e essa é uma das condições para que alguém possa ingressar nas nossas fileiras. No entanto não há obrigatoriedade de professar qualquer religião.
Todos os homens que acreditam numa entidade superior merecem trabalhar nas nossas oficinas. Acreditamos na forma Ecuménica de Deus e por isso lhe chamamos o Grande Arquitecto Do Universo. A segunda corrente, não obriga a esta condição e, fundamentalmente por isso, é considerada “irregular”.
A Maçonaria é uma instituição secreta?
Mais uma vez existe aqui uma deturpação. A discrição com que funcionamos não deve ser confundida com segredos e ocultismos. Não necessitamos de passear na feira das vaidades para nos sentir-mos realizados. Aliás, a nossa forma de pensar é exactamente a oposta, baseada numa postura de humildade.
Mas estando conscientes de incomodarmos algumas franjas da sociedade, uma vez que promovemos a Liberdade, a Fraternidade e Igualdade para qualquer ser humano, e sabendo que nem todos assim pensam, preferimos resguardar os nossos trabalhos de olhos indiscretos e ameaçadores.
Porquê todos os Símbolos e Rituais?
A verdade é que o facto de serem conhecidos através da Internet ou de livros publicados e em venda na maioria das livrarias ou para consulta nas bibliotecas, isso demonstra que não existem secretismos entre nós e a sociedade.
Símbolos e ritos são aquilo que rege a mente humana e o seu relacionamento. O logotipo de um automóvel, de uma instituição ou as claques desportivas num encontro de futebol, como um simples aperto de mão que educadamente damos ao encontrar alguém na rua, correspondem a símbolos e ritos, que banalizados perderam a sua essência, mas perduram e ainda dão significado ao nosso enquadramento.
Porque falam de Maçons de forma controversa?
Talvez porque existem interesses que incomodamos, com a nossa presença e luta pela democracia e a justiça no mundo.
Ser Maçon não significa que sejamos santos ou acima das leis. Qualquer Maçon é um homem normal, com a sua força e fraquezas, objectivos e tentações inerentes ao comum dos mortais. Ele tem a sua vida e total liberdade de acção para o que quer que seja. Não somos responsáveis pelos actos dos nossos vizinhos, nem familiares. O mesmo se aplica a quem seja Maçon.
Mas verificamos que, se alguém ligado à Maçonaria aparecer nas páginas dos jornais, depressa lhe é dada importância e relevo, sem relação de causa a efeito. Nunca vemos escrito que um fulano foi a tribunal e é beirão ou alentejano. Ou se ele é sócio do Benfica ou do Sporting, do Partido Socialista ou do Social Democrata, como se isso fosse de alguma forma relacionado com o assunto tratado em tribunal. O mesmo não é geralmente aplicado se souberem que a pessoa tem, nem que seja uma ténue ligação com a Maçonaria. Então tal facto “vende jornais” e envolve logo mistérios que aguçam o apetite dos leitores ou ouvintes. Infelizmente, a muitos esta publicidade negativa interessa…
São admitidas mulheres?
A via iniciática maçónica é de tradição masculina. Outras há que são de tradição feminina.
Entre maçons, há temas tabu?
Não.
No entanto, há espaços e momentos, o das reuniões formais, em Loja, em que os temas são essencial e obrigatoriamente de índole símbólica e ritual, com exclusão da abordagem a questões religiosas ou políticas.
Nos ágapes, refeições que complementam as sessões de Loja, ou noutros eventos não rituais, circunscritos a maçons ou abertos a convidados, todos os temas são passíveis de serem abordados e discutidos.
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